Medos do que não existe

        Desculpa começar logo de cara com esse desconforto na imaginação, mas vamos falar de anestesia e agulha. É comum a sensação de nervoso, em alguns casos pavor, quando se aproxima o momento da injeção, mas essa sensação acontece até quando esse momento não está lá. É a sombra do medo.
        Aqui no consultório raramente precisamos de anestesia nos procedimentos como restaurações e limpeza. Na limpeza, aliás, não me lembro de ter usado algum dia. Mas é muito comum um novo paciente, quando se aproxima do momento do procedimento, indagar com medo sobre a necessidade da anestesia. Alguns com medo de doer, outros com medo da agulhada.
        Vamos falar das duas situações.
        Pra quem tem medo da agulha, hoje está tudo muito mais moderno. Na maioria dos casos a anestesia é quase superficial. A agulha penetra apenas 1 milímetro. Além disso, são agulhas mais modernas, com pontas tão bem produzidas que não se sente a aplicação. Também são curtas e finas, afinal, na maioria das vezes, só precisamos do tal 1 milímetro. O tubete do líquido anestésico também melhorou. Hoje é de vidro e permite aplicação mais lenta, o que reduz ainda mais a percepção da aplicação.
        E, pra quem tem medo de doer, também são pouquíssimas as ocasiões que atingimos áreas sensíveis. Geralmente as restaurações são superficiais, longe do canal. Algumas pessoas realmente têm mais sensibilidade mesmo nesses casos, mas são situações raras. Se for o caso, claro, faremos a anestesia para que o procedimento seja confortável. Precisa ser. 
        Não sei se você tem algum desses medos (ou só um nervoso), mas pode ficar tranquilo. Eu sei que ainda vou continuar recebendo as perguntas. Algumas preocupações são mais fortes que nós, mesmo sabendo conscientemente que não temos o que temer. Vamos tentar sempre realizar os procedimentos da maneira mais tranquila possível, e sem desconforto.

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